quarta-feira, 12 de maio de 2010

Greve como método e o patrão como juiz.

Em seu blog (link ai do lado), o Deputado Moisés Diniz ao justificar sua atuação na negociação com grevistas comete um equívoco ao qual não resisto em me contrapor.

Diz ele que o melhor que se tem a fazer quando o "método não funciona" é mudar o método. Em outras palavras, quando a greve não funciona, é melhor acabar com a greve.

Meu caro Moisés, sem entrar no mérito de sua atuação que, certamente, terá sido de boa fé, permita-me discordar da sua estratégia. Não faz bem a um democrata. Isto é coisa de ditadura. Quem diz quando o "método" funciona ou não? O patrão?

Por que não o contrário? Que tal os empregados dizerem ao patrão para "mudar o método"? Se o seu conselho fosse seguido à risca, ainda estaríamos vivendo algum regime tribal, nenhuma das grandes revoluções teria acontecido e, cá entre nós, Lula não existiria.

Pode até ser mesmo que a greve atual não funcione, pode ser que seus fundamentos não sejam os melhores, pode ser que tenham chegado a um impasse sem solução, pode ser que seja oportunista etc. etc. Mas quem concluirá pela mudança de método será o próprio movimento, senão, terá sido apenas teatro.

Um comentário:

  1. Ainda bem que há, neste país, intelectuais que não se dobram ante facistas e "títeres de Hitler". A redação acima representa, de fato, o tamanho da conscientização lídima que o povo precisa e deve seguir: o entendimento da verdade política nos dias hodiernos.

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