quarta-feira, 19 de maio de 2010

Plebiscito sobre a pena de morte para inocentes?

De acordo com o noticiário a candidata Marina Silva propõe plebiscito para que a população escolha sobre a descriminação do aborto e da maconha. Comento.

Embora sinalizando que é contra as duas, penso que a Marina deveria ser menos vacilante ao tratar dos temas. Sua vinculação à doutrina cristã impõe que seja contra o aborto. Ela deveria, portanto, ser militante desta posição religiosa tanto ou mais quanto é da questão ambiental. Aliás, nada mais ambientalmente sustentável do que a preservação da vida que os abortistas querem interromper como quem arranca uma erva daninha do quintal. A saída pelo plebiscito é apenas a mais fácil para quem não quer enfrentar o debate.

Digamos que, em um eventual plebiscito, ganhem os abortistas, o que faria a Marina eleita presidente? Aparelharia o Miistério da Saúde com todo zêlo para que executasse assassinatos de fetos em escala certamente crecente devido à facilitação e iria orar tranquilamente no final da tarde?

Esta passividade da Marina revela um dilema importante. De um lado o cristianismo que em todas as igrejas milita contra o aborto e, de outro, o vínculo com certa esquerda que além de se denominar verde, têm como causa a liberação do uso da maconha e da prática do aborto. Neste ponto, para não perder votos e apoio a Marina sai pela tangente. E sai mal.

2 comentários:

  1. Marina "nem deveria" tocar neste assunto. Ela como crente tem que ser contra, "tanto da maconha como do aborto". Já pensou os hospitais do governo com a plaquinha: "aborte aqui"? Esse tipo de assunto da discriminalização do aborto e do baseado já está enchendo. Todo mundo, à não ser os viciados e as mulheres doentes da cabeça, deveriam ser contra.

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  2. É Acreucho, mas o certo é que sob a ditadura do "politicamente correto", a sociedade vez por outra se submete ao chicote da midia "engajada".

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