terça-feira, 30 de agosto de 2011

São todos "Jaquelines". Mas agora com permissão para delinquir.

Não causou surpresa que a deputada Jaqueline Roriz tenha sido absolvida na votação de hoje no plenário da Câmara Federal. O motivo é simples. Seu pecado é a regra entre os parlamentares e não a excessão. Duvido que mesmo o relator do processo que culminou com o pedido de cassação possa dizer que nunca recebeu grana na forma que a deputada. Aquilo, aliás, é fichinha perto do que fazem uns e outros.

Jaqueline Roriz é deputada do baixo clero, não tem importância nenhuma, todos se lixam para ela, mas uma eventual cassação da deputada abriria um precedente terrivel para o parlamento. Dai em diante todos estariam com uma espada sobre a cabeça. Qualquer ex-assessor, ex-colaborador, ex-financiador, intermediário e tais que por qualquer meio provasse o recebimento de grana ilegal poderia mandar um deputado para casa. Espertamente, os parlamentares inverteram o jogo e agiram hoje em causa própria criando uma espécie de licença para delinquir. Doravante nenhum parlamentar pego nas mesmas cirunstâncias poderá ser cassado pois a porteira foi aberta.

Assim os brasileiros honestos levaram mais um tapa na cara.

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