quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Macacos macaqueiam. Vem ai o imposto sobre o carbono.

Há poucos meses a Primeira-Ministra da Austrália anunciou uma taxação sobre as emissões de dióxido de carbono. Prevista para vigorar a partir do próximo ano obriga os grandes poluidores a pagar 23 dólares por cada tonelada de carbono que enviam para a atmosfera. O objetivo é chegar a 2020 com um corte anual de 160 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono. A Austrália, apesar de ter pouco mais que 20 milhões de habitantes, é um importante emissor de CO² (cerca de 1,5% do total mundial).

A grita é geral. Menos de 30% dos australianos aceitam pagar essa conta estúpida. Como a cada dia a "teoria" do aquecimento global antropogênico perde credibilidade, o governo terá dificuldades em aprovar a medida. Nesta terça-feira, milhares de pessoas foram às ruas protestar contra a medida que, aliás, não fazia parte dos compromissos da Primeira-Ministra Julia Gilard.

Mesmo assim, não tenho dúvidas de que logo a novidade será proposta por aqui. Eles são espertos. Vão, como na Austrália, primeiro pegar os 500 maiores "poluidores" e com isso sinalizar para a opinião pública que o negócio não é com o povo, é "com os ricos". Mentira. Os ricos, os grandes poluidores, seja na indústria ou na agropecuária, repassarão os novos custos imediatamente para os preços dos produtos e quem vai pagar somos voce e eu. Em uma segunda fase, se a primeira tiver sucesso, eles incluirão os médios e, depois os pequenos "poluidores". Enfim, todo mundo vai pagar por emitir CO². O objetivo mais aparente é desestimular as atividades de maior potencial de emissões, mas há outros menos obvios, por exemplo, gerar receita para sustentar programas que financiarão empresas "verdes", ONG's e carreiras políticas.

Se adotada no Brasil, supondo que os maiores poluidores respondam pela metade das emissões totais, a taxação australiana de 23 dólares por tonelada significaria uma tungada de aproximadamente 5 bilhões de dólares em nosso lombo. Grana pra dedéu retirada, ao final das contas, dos contribuintes. Podem apostar. Se conseguirem barrar o relatório do Código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados, esta será a próxima campanha dos macaquinhos daqui.

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