segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Em Copenhagen, pau na Marina SIlva

Acabei de ver no Jornal Nacional sobre quem paga a conta da redução das emissões de CO². Além da cantilena dos últimos dias, as declarações dos presidenciáveis. Faltou Ciro Gomes que, provavelmente, não acredita no AGA. Ponto pra ele.

Serra: O Brasil deve contribuir para com isto forçar aos paises desenvolvidos a assumirem suas responsabilidades

Marina Silva: Idem. O Brasil empresta grana pro FMI, pode muito bem fazer um gesto e botar 1 bilhão de dólares na sacolinha de Copenhagen.

Dilma: Nada disso. Quem poluiu foram os ricos, eles que paguem a conta.

A candidata Dilma  poderia ter ficado por ai, mas não resistiu e aproveitou para tripudiar sobre a Marina com um risinho irônico na face plastificada. "Um bilhão não faz nem cosquinha. Gesto não serve pra nada" Putz! Isto é que é menosprezo explícito. Praticamente chamou de ignorante a ex-Ministra que durante quase seis anos fez a mediação entre governo e sociedade e trouxe a questão ambiental para o dia a dia das pessoas.

É claro que um bilhão não dá pra nada. Muito provavelmente a Marina apenas quantificou o gesto a que se referia para que o Brasil passasse da posição de demandante para ofertante de recursos financeiros. Dai em diante seria mais viável impor aos ricos uma posição mais generosa. Se a Ministra Dilma não entendeu isso, como é que se tornou o que é hoje? Ou não é o que aparenta ser? Ou entendeu direitinho e mandou o pau só de vingança?

2 comentários:

  1. Se R$1 bilhão "não faz nem cosquinha", como afirma a ministra, me assustarão os montantes do futuro caixa 2 da campanha dela...
    R$ 1 bilhão é justamente o valor do financiamento do BNDES à MPX, no Maranhão.

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  2. Corre o risco de atraídos pelo bilhões, as ONG's e a midia largarem a Marina roendo o osso de um tracajá.

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