quinta-feira, 11 de março de 2010

Vendo a grana escorrer entre os dedos, o homem chora.



O governador do Rio de Janeiro se desmanchou em lágrimas nesta quinta-feira ao falar sobre a aprovação do projeto que faz a redistribuição dos royalties do pré-sal. Se não mudar daqui em diante, a grana vai pra todos os municípios ao invés de centralizar-se no Rio de Janeiro. Pelo visto o homem não gosta apenas de uísque.

O principal e mais idiota argumento do Sérgio Cabral e outros espertos é que os estados e municípios produtores devem ser compensados regiamente ficando com toda a grana. Produtores uma ova! Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo são meros CONFRONTANTES da província petrolífera que, aliás, fica a centenas de quilômetros da costa brasileira. A riqueza existente nestes campos pertence à União e, por consequência, deve ser distribuída por todos os brasileiros. O que Sérgio Cabral gostaria é de erigir uma Dubai no Rio enquanto o resto do Brasil continuaria a ser... Brasil mesmo. Ele certamente seria o Xeique do Rio.

A Constituição Brasileira estabelece de modo muito claro que uma das obrigações da República é diminuir as desigualdades sociais e regionais. Uma boa chance surgirá com o pré-sal que, segundo o governo, fará do Brasil um membro da OPEP. Pois que os recursos decorrentes sejam igualmente distribuidos entre todos. O Brasil está devendo esta a Ibsen Pinheiro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário