segunda-feira, 29 de março de 2010

Nem água fria nem raciocínio torto. Apenas bom senso.

“De modo estrito, o senador representa o Estado, portanto suas respostas estão necessariamente vinculadas a uma agenda de governo, consequentemente, ao projeto de governo ao qual se alia.”


Apesar da refutação que mereceu do extraordinário jornalista Archibaldo Antunes, mantenho o texto acima. E esclareço. Assim como os candidatos ao senado pela FPA no Acre vão pendurar-se no projeto governista, maximizando seus resultados favoráveis e escondendo seus fracassos, tornando-se em vista disso reféns do julgamento que a população fará da “florestania”, os candidatos da oposição terão que centrar suas campanhas na crítica ao modelo vigente e no apoio a um projeto alternativo. Alguma dúvida em relação a isto?

Não me parece que haja espaço para candidaturas personalistas, de algum ser carismático que paire acima dos partidos e de seus projetos. E isto é bom, porque ao cabo o que interessa é o que cada um dos lados tem a oferecer em benefício da população e não o grau de simpatia do candidato.

Ao contrário do que pensa o deputado Moisés Diniz, isto não é uma fraqueza da oposição. Só pensa assim quem permanece inebriado pelo discurso florestano e acredita na propaganda. A realidade dos fatos, sabemos, é outra. A reconhecida viabilidade das candidaturas da oposição reflete justamente o descontentamento de parte da sociedade com a situação atual. O desafio é apresentar uma chapa que expanda e interprete corretamente este sentimento.

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