domingo, 14 de março de 2010

Partidos políticos - um pouco de sua degenerecência

Não é de hoje que se diz, com razão, que no Brasil os partidos políticos vez por outra se transformam em balcão de negócios onde se pode comprar desde tempo de televisão no programa eleitoral a candidaturas e apoios pouco decentes.

Dos grandes o PT é seguramente o que está mais imune a estas transações - seus pecados são de outra ordem. Há ali uma disciplina e uma hierarquia determinada a partir das urnas e de projetos políticos claros. Já os outros, afrouxam seus controles ao ponto de permitir que nos estados e municípios a sigla seja adonada pelo esperto da hora, que fora do alcance da disciplina partidária, trata o partido como sua propriedade, fazendo e desfazendo, pintando e bordando, o que ao final determina a derrota do partido e a frustração de filiados, simpatizantes e eleitores.

Estes oportunistas e aproveitadores, quando não transformam o partido em extensão de sua propria casa, nomeando dirigentes escolhidos entre parentes e aderentes, cercam-se de assessores menores, intelectualmente despreparados, sabujos e mequetrefes prontos a bater continência e fazer o serviço sujo da maledicência e da intriga.

A este tipo de organização ainda chamam de partido. Não é. Trata-se de mero instrumento de promoção de vaidades e de projetos pessoais muitas vezes obssessivos, desprovidos de qualquer racionalidade ou programa veradeiramente politico. Não passam de um "patchwork" de interesses menores. Vale pelo que é.

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