segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quando o mínimo estourar o máximo...

Depois da semana da votação do salário mínimo, o mínimo que se pode dizer é que apesar de mínimo, o mínimo é o máximo que o governo é capaz de pagar sem estourar os orçamentos já mínimos dos municípios, estados e previdência social.

De antemão já se vislumbra o drama que vai ser a votação do mínimo de 2012, quantificado desde já em 620 reais. Os orçamentos terão que contar, no mínimo, com uma elevação de impostos que na conta do brasileiro já alcançaram o máximo suportável. Em ano de eleições para as prefeituras o mínimo que os políticos e partidos farão será apertar o governo o máximo para que o mínimo seja estabelecido com o mínimo de desgaste eleitoral.

Tudo isso por causa do acordo entre Lula e as centrais sindicais no ano passado em torno do reajuste mínimo do mínimo. As regras de consenso foram de que o mínimo terá reajuste equivalente à soma do INPC do ano anterior mais a variação do PIB dos dois anos anteriores a este. Em tese, o mínimo cresce de acordo com o crescimento da economia, tanto faz se é positivo ou negativo. O problema é que o fato determinante (histórico de 3 anos) terá que ser correspondido por uma receita atual e aí as coisas podem não bater.

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