sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Penso, logo me oponho.

Devo ao deputado Moisés Diniz o estímulo que deu-me à reflexão. Perguntei-me outro dia a que me oponho, ou seja, em que não acredito como idéia que leve ao progresso da humanidade. Fiz uma listinha rápida entre temas atuais.

Me oponho ao aborto seja como decisão personalíssima seja como política de estado ainda que travestida de solução para questões de saúde pública. Considero aborto igual a assassinato pura e simplesmente. Nisso não vai nenhuma crença religiosa. Diria o mesmo se fosse ateu.

Me oponho à descriminação das drogas independentemente da quantidade consumida, portada ou comercializada. Penso que o Brasil, que não fabrica as drogas que consome, deveria falar muito duramente com os paises produtores. Estamos fartos de ver gente ainda com pó nas narinas lamentando a violência.

Me oponho ao racialismo embutido nas chamadas cotas raciais. Acredito que as chamadas políticas afirmativas apenas nutrem a semente da segregação e do ódio racial. Políticos e organizações oportunistas estão arriscando levar o pais a uma divisão cujo resultado só pode ser desastroso.

Me oponho ao alarmismo climático. Acredito que o "aquecimento global" é apenas o catalisador da opinião pública no sentido de aceitar políticas malthusianas de contenção da pressão do homem sobre a base natural.

Me oponho a qualquer tentativa de privação ou controle da liberdade de expressão. Iniciativas recorrentes neste sentido devem ser duramente combatidas.

Me oponho a qualquer tentativa de supressão, sem a consquente, imediata e justa idenização, do direito de propriedade sobre qualquer bem ou direito.

Me oponho ao tratamento que o concerto organizações-mídia-partidos quer dar à Amazônia. Está em curso a construção de um processo anti-nacional de governança sobre a região do qual o povo brasileiro não tem a melhor informação.

Me oponho ao aparelhamento do estado por partidos e organizações. A prática só leva à corrupção, leniência, incompetênica, desvios e desperdícios.

Me oponho ao elogio da mediocridade fortemente incrustrado na imprensa e na intelectualidade brasileira. Gostaria de ser governado sempre pelos melhores.

Me oponho a modelos que, ditos sustentáveis, desprezam princípios elmentares da economia e centram-se em atividades de baixo dinamismo e restrita capacidade de geração de renda e emprego. Não há sustentabilidade na pobreza. Jamais haverá Amazônia Sustentável enquanto sua população estiver à margem do crescimento econômico.

Sou, tanto quanto isto signifique, um oposicionista.

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