sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mude o tom Marina. Emoção NÃO ganha eleição.

Vi hoje algumas análises sobre o programa da Marina que foi ontem ao ar em 10 minutos de horário nobre. Não sou do ramo. Não sou publicitário, marqueteiro, nem sequer jornalista. Sou apenas atento. E atento assisti ao programa do PV. Sinceramente, achei uma perda de tempo. Explico.

Obviamente o programa deveria servir desde já para projetar a Marina como candidata à presidência, do contrário ela não teria ocupado todo o tempo. O que o eleitor de 2010 espera da presidência? Mais uma história de vida cheia de dificuldades? A pobrinha que chegou lá? Mais uma filha do Brasil? Esqueçam. Esta vaga já foi preenchida sem direito a banco de reserva.

A Marina não vai encantar o eleitor com uma fala mansa monocórdia e uma muleta, mesmo que seja um muleta de respeito como Chico Mendes. Aquilo ali é conversa pra assembléia de companheiro ou do Fórum Social Mundial, o que dá no mesmo.

Marina perdeu a oportunidade de referir aos problemas brasileiros. Temos uma penca deles. Sei. Alguém dirá que ela fará isto na campanha, que por enquanto se trata de fazê-la conhecida. Bobagem. Ela foi Ministra por mais de seis anos. É suficientemente conhecida por aqueles a quem fascina aquele discurso e aquela estética. Quem não conhece a Marina precisa conhecer sua interpretação das questões nacionais e confiar na sua capacidade de resolvê-las de modo eficiente. Ela não demonstrou isso.

A dona de casa que assistiu ao programa seguramente não ficou impressionada, achando que a Marina tem mais capacidade de governar o Brasil que os outros candidatos. Talvez tenha ficado tocada com o enredo, mas a sua emoção é de outra natureza, é sentimental, e não acredito que eleitor tenha sentimentos. Ele tem expectativas.

O trabalhador que assistiu ao programa, mesmo que tenha alcançado algum nível de identificação pessoal com a Marina, dificilmente terá sido atraído pela sua demonstração de capacidade de gerir a economia, de promover o crescimento, a geração de empregos etc. Os calos onde seu sapato aperta nem sequer foram identificados pela Marina.

O empresário que assistiu ao programa, mesmo que seja descolado, do tipo “boticário”, seguramente não está interessado naquelas obviedades. Ele quer saber é da política fiscal e monetária de um provável governo Marina.

Resta a juventude. Esta, provavelmente, está mais “ligada" na mensagem transmitida pelo programa. Mas está já está contabilizada, a Marina precisa “ir pra cima” é dos outros.

Se a Marina, porém, como sugeriu o Edilson Martins em recente artigo publicado no Blog do Altino Machado, não tem chances mesmo e pretende apenas botar seu bloco na rua, vá lá... afine o violão, cante uma canção para embalar o coração do brasileiro, mas esqueça o voto. Emoção NÃO ganha eleição.

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