sábado, 11 de dezembro de 2010

Em tempos de COP 16 é bom ter a mente aberta.

Em fevereiro deste ano, ninguém menos que Bill Gates, um dos homens mais ricos do mundo, fundador e dono da Microsoft, resolveu entrar com tudo no debate do aquecimento global. Em reunião extremamente concorrida em Long Beach na California - EUA, ele fez em pouco mais de oito minutos (vídeo abaixo) um discurso sintetizando suas idéias sobre o tema.

Pragmático que é, Bill Gates apresentou rapidamente e de modo simples um panorama global relacionado aos efeitos das mudanças climáticas, fazendo questão de assinalar que os mais pobres serão os mais prejudicados. Em seguida propôs de modo bastante elementar a questão do aquecimento global. 

∑ CO² → Aumento de Temperatura → Efeitos Negativos

Até ai nada novo, isso quase todo mundo está dizendo. Segundo os aquecimentistas, mais CO² implica mais calor que implica efeitos negativos (derretimento dos gelos, elevação do nível dos oceanos, savanização, desertificação, inundações, perda da produção de alimentos, desaparecimento de espécies...).

A partir dai é que o pensamento de Bill Gates começa a adquirir foco. Ele pretende reduzir o aumento das emissões a ZERO. Isto significaria na sentença anterior:

 ∑ CO² = ZERO → Aumento de Temperatura = ZERO → Efeitos Negativos = ZERO

Se o incremento de CO² for ZERO, teremos ZERO de aumento de temperatura e ZERO de efeitos negativo. Beleza!

É aí que ele apresenta sua segunda equação, a mais importante, aquela que poderá produzir o resultado
∑ CO² = ZERO e salvar a humanidade.

CO²  = P x S x E x C

Onde:

CO²  = Dóxido de Carbono
P = Pessoas
S = Serviços por pessoas.
E = Energia por serviço
C = CO² por energia.

Qualquer aluno de quinta série sabe (ou deveria saber) que para obter um resultado ZERO em CO² se precisaria que pelo menos uma das variáveis fosse ZERO. É daí que Bill Gates parte para construir seu modelo. De inicio propõe que "através de vacinas, saúde e serviços de saúde da reprodução" o aumento populacional poderia ser reduzido a 15% ou 10% do que é hoje. Isto significa que a maior parte, ou seja, 85% a 90% da redução de CO² seria alcançada com a despopulação do planeta. Ótimo saber disso.

Para as outras variáveis sobrariam 15% a 10% do esforço de redução. Meio que an passant Bill Gates cita a utilização de energias renováveis e inovações como Fundos para Pesquisa, Incentivos de Mercado, Impostos e Regulação. Tudo somado, a redução se aproximaria de ZERO como pretendido na equação.

A ideía "genial" e eugenista do Bill Gates não é nova. Políticas de redução da taxa de natalidade são antigas e sempre encontraram alguma resistência. A novidade é que, segundo o próprio Bill Gates, para isso sejam utilizadas vacinas em larga escala. Estariam elas sendo aplicadas juntamente com aquela da gripe suína, por exemplo?

Bill Gates apresentou uma farsa. A verdadeira equação, aquela que preside toda a farsa Al Goreana agora endossada por Bill Gates e todo o lenga lenga do aquecimento global é mais simples ainda. Até exclui o CO². Começa com a sentença:

∑ P → Aumento do Consumo de Energia → Colapso do Sistema

Vale dizer: O aumento da população é que, através do consumo de energia, detona o equilíbrio planetário que garante a vida humana. Seguindo o raciocínio, a equação verdadeira de Bill Gates é:


Et = P x S x Es

Onde:
Et = Energia Total
P = Pessoas
S = Serviços
Es = Energia por Serviço

A terra possui uma capacidade limitada de gerar energia e, portanto, de suportar a sua população dado certo nível de consumo. Esta capacidade está ameaçada pelo crescimento populacional. Na impossibilidade de alterar o padrão de consumo das pessoas (S) e diminuir substancialmente o consumo de energia por serviço (Es), sobra diminuir o número de pessoas (P) que pressionam a base de recursos. Resta saber de quais pessoas estamos falando. Já que cada americano equivale a 20 africanos em consumo de energia, talvez o esforço nem fosse assim tão grande, mas duvido que esta ideia tenha passado pela mente de Bill Gates.

Às vezes fico pensando como os gênios são tão simples e nós, os normais, tão complicados.

Abaixo o vídeo de Bill Gates.

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