segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A cartola por onde some o gado.

Na celeuma da evolução patrimonial dos políticos acreanos me chamou a atenção foi a subvalorização. Que o Moisés Diniz tenha aumentado várias vezes seu patrimônio não representa absolutamente nada. Se os dados forem corretos, é a declaração mais próxima da verdade que já vi, dado que a base (valor inicial) de cálculo era muito baixa. Se alguém tem uma casinha de 50 mil, quando comprar outra casinha de 100 mil já aumentou em 100%.

De lascar é um velho conhecido que possui (visível) casa confortável, apartamento em Brasília, latifúndio e milhares de cabeças de gado e apresenta um valor total ridículo, que não paga o apartamento. Parece que apartamentão virou quitinete, fazenda com milhares de hectares virou chácara e vaca virou galinha. Em termos fiscais é a mágica da sonegação, em termos políticos é a prática da mentira.

A tática de esconder o patrimônio tem muita serventia, principalmente para quem fez fortuna por meios ilícitos. Aquela verba idenizatória embolsada via "laranjas", aquele "por fora" da emenda parlamentar, aquela grana da empreiteira amiga, aquela "sobra" da campanha eleitoral... tudo fica escondido.

Penso que no caso dos ocupantes de cargos públicos a declaração parimonial deveria estar sujeita à avaliação de peritos da Receita Federal que, verificando subvalorização, poderiam solicitar retificação e aplicar multa sobre o valor sonegado, sem prejuizo de sanções na esfera da Justiça Eleitoral dado que se trataria de falsa declaração. Que tal? Será que assim o gado botava os chifres fora do curral? Fica a sugestão para que os deputados façam da idéia um Projeto de Lei. Vamos lá... Coragem!

Um comentário:

  1. Valter a tua idéia é ótima vista pela ótica das pessoas éticas e que tem comprometimento com a sociedade. Mas, você acha que "eles" (os políticos) vão aprovar uma Lei dessas? Só se forem burros! Coisa que não são...

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