sexta-feira, 23 de abril de 2010

China - castanha, carne e madeira. É pouco.

Leio na rápida entrevista do bom Angelim que os chineses querem madeira, castanha e carne. Como eu mesmo havia dito antes, é o que temos. Sendo assim, parece boa noticia, não? Em termos.

A listinha de compras dos chineses é pequena e, mesmo assim, complicada. Dos três itens, o único com alguma chance de ter a oferta ampliada significativamente é a madeira. Castanha tem oferta quase imóvel, não a plantamos. Sob ataque dos ambientalistas de xale e coletinho, a pecuária não pode ser ampliada muito mais do que os ganhos de produtividade que no Acre serão poucos porque já estamos em um patamar elevado. Resta a madeira que sob manejo florestal poderá ser explorada com taxas de crescimento razoáveis. Isto se nos órgãos próprios a burocracia permitir.

Pelo jeito a turma realmente ofereceu o que temos e não o que podemos, que é muito mais. Se o resultado foi apenas este, fico decepcionado.

Um comentário:

  1. Bem, em não se podendo derrubar mais no Acre, os chineses teriam que esperar 30 anos para que as árvores que estão sendo plantadas agora, possam ser "manejadas". Não é muito tempo? Só que os chineses não devem saber disso. O pessoal deve ter vendido pra eles florestas que ainda "pretendem" plantar.

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