sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Marina Silva Presidente – uma candidatura necessária.


Nos últimos dias a imprensa reproduziu várias manifestações de jornalistas e políticos a respeito da candidatura da Senadora Marina Silva à Presidência pelo PV.


COMENTO

Existem avaliações de todo tipo. Colhi várias delas na internet, especialmente nos Blogs do Altino Machado ( http://altino.blogspot.com/ ) que vem dando excepcional cobertura ao assunto. Vejamos:

Deputado Ciro Gomes - “Ela implode a candidatura da Dilma”

Jornalista Kennedy Alencar – “Aos olhos de hoje, seria muito difícil Marina vencer. Mas, no mínimo, sua candidatura faria um estrago danado na envelhecida política brasileira e um bem ao debate público.”

Vereador (PV-Rio) Alfredo Sirkis – “Marina tem um potencial além do eloquente discurso de primeiro turno para depois arrancar compromissos programáticos.”

Jornalista Carmen Munari (Agencia Reuters) “A eventual candidatura à Presidência da senadora Marina Silva (PT-AC) pelo PV trouxe frescor ao cenário político nacional e preocupação, principalmente, aos aliados da pré-candidata Dilma Rousseff (PT), pelo potencial de transferência de votos.”

Governador do Acre Binho Marques – “Como amigo, companheiro e conhecedor de suas virtudes, lhe serei sempre solidário. Também reconheço sua importância na defesa de uma causa maior, uma causa do mundo. Como governador do Acre, tenho responsabilidades que não posso descuidar.”

Jornalista Jorge Bastos Moreno – “O importante é saber que a candidatura Marina da Silva interessa ao povo cansado, desorientado, perdido e decepcionado. Marina é a leveza. É a competência. É a síntese dos Novos Tempos.”

Ex-Deputado José Dirceu – “Independente das razões e motivações da senadora Marina Silva, o fato concreto é que sua filiação ao PV e sua candidatura à presidência da República beneficia a aliança conservadora no país que tem entre seus expoentes Serra, Gabeira e cia”.


Ministra Dilma Rousseff - "Acho que a Marina sempre é bem-vinda. Não acho que seja um problema a Marina".

Senador Cristovam Buarque - “Quero dizer que isso reacendeu as minhas esperanças. Esperança de que mais alguém vai carregar a bandeira de alguma utopia. Porque as candidaturas que nós temos aí são candidaturas exatamente iguais, são candidaturas da aceleração e não da inflexão na história do País.”

Jornalista Reinaldo Azevedo – “Quer sair candidata? Que saia! Vejam só: eu não sou político. Não preciso ficar aqui com receio de tocar o xale da santa. Marina não me diz nada nem me comove. Mais ainda: o preservacionismo de matiz e matriz amazônicos não serve como parâmetro para o resto do Brasil.”

Jornalista Eliane Cantanhêde - “Marina, do Acre, do PV, com a bandeira ambiental, tem tudo para repetir Cristovam Buarque, do DF, do PDT, com a bandeira da educação. Bonito, mas não para ganhar”.

Como se vê, as análises vão do encantamento à descrença. Da minha parte penso na candidatura da Marina como uma tensão necessária ao debate político no sentido de valores e significados além e mais profundamente do que o velho desenvolvimentismo em suas versões à direita e à esquerda. Isto é muito importante.

As declarações que estão sendo publicadas são, na maioria, de cunho eleitoral. Especula-se sobre a candidatura Marina Silva por si e não em si mesma. Quem perde mais com a entrada de um novo ator na cena? De quem ela tira mais votos? Sabe-se lá! Interessa saber que de algum modo as eleições do próximo ano darão à sociedade a oportunidade de um debate mais qualificado do que seria previsível a julgar pelo rebaixamento ético da política nacional. Um debate que tem como centro uma visão estratégica para o Brasil.

Independentemente do percentual de votos que venha a ter, Marina cumprirá um papel de extrema relevância para a sociedade. Infelizmente, pelo menos por enquanto, os analistas preferem especular sobre a funcionalidade da sua candidatura. Depois, falam que a política é que é pobre...

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