sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Marina, isto é só o começo.



Alguns analistas estão vendo um movimento da imprensa (Rede Globo) no sentido de transformar desde já a senadora Marina Silva em um totem da ecologia. Os demais temas seriam dominados pelos outros candidatos.


Ver no Blog do Altino http://altino.blogspot.com/2009/08/rede-globo-e-marina-silva.html

COMENTO

De acordo com a notícia há uma tendência de transformação da candidatura de Marina Silva em uma cunha funcional aos interesses dos tucanos. Pode ser. É mesmo previsível. Resta saber o que poderá fazer a senadora para escapar desta cilada.

Marina Silva chegou até aqui pilotando uma nave em que só cabe ambientalistas. Não pode reclamar da mídia que sempre a tratou com respeito. Foi com sua ajuda que ela se estabeleceu ícone ambiental. Cabe-lhe agora convencer a população de que não é apenas isso.

Qual o pensamento econômico da senadora? O que ela pensa da política monetária do Meireles? O que ela pensa sobre o desenvolvimento industrial brasileiro? Qual a importância que ela dá ao agronegócio? E o papel das forças armadas? E a reforma tributária? E a previdência social? E sobre o chavismo que se expande na América Latina? E a segurança? E a crise crônica da Saúde? Como reduzir as desigualdades regionais? Etc. Etc. Etc. A vida é dura...

A faixa mais informada dos brasileiros sabe o que pensa a Marina sobre o meio ambiente, o que não é pouco, mas é só. Ou ela se prepara para dar respostas firmes e convincentes sobre todos os temas relevantes da sociedade ou vai ser aprisionada nos temas ambientais, o que certamente não será suficiente para levá-la muito adiante.

Os adversários da Marina não facilitarão seu trabalho. Não darão centralidade ao tema ambiental. Preparar-se-ão melhor para ele, terão respostas mais elaboradas, mas puxarão a brasa para suas respectivas sardinhas.

Já disse antes e reafirmo que a senadora dificilmente repetirá o fraco desempenho do monotemático Cristovam Buarque em 2006. Não pode ser menosprezada. Mas não terá vida fácil. Ela precisa fazer uma longa “imersão” em temas áridos e novos para sua formação basicamente humanista. E, creiam, terá que empunhar arco e flexa.

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