segunda-feira, 18 de abril de 2011

A morte ali no quintal e nós aqui dando milho aos pombos.

Não sou do ramo, voces sabem, mas acho que não precisa ser especialista em segurança para dimensionar o tamanho do problema que temos no Acre com a proximidade da Bolívia, hoje o maior centro produtor de coca. Infelizmente, independentemente de quem esteja governando o Acre, esta é uma questão que só pode ser enfrentada pelo governo federal. É idiotice lançar culpas nos governos locais.

O fato é que principalmente  na fronteira o tráfico comum se confunde com o tráfico internacional, determinando circunstâncias e articulações cuja competência formal de combate pertence à Policia Federal e não a nossos agentes. Seria estúpido esperar que a policia local pusesse freio à avalanche de cocaína que vem da Bolivia com as fronteiras abertas e abandonadas. O máximo que se pode fazer é o "feijão com arroz" de apreensão e pressão sobre as velhas e conehecidas bocas de fumo. Fora isso, campanhas educativas nas escolas, controle da corrupção policial, aperto nos locais de diversão, vigilância nas escolas e salve-se quem puder.

Em minha santa ignorância sobre os aspectos ligados ao tráfico, penso que este é um caso de gestão política. É preciso que a dona Dilma chame o índio cocaleiro às falas e com ele negocie com firmeza a diminuição do plantio de coca na Bolivia, pois ao final é o que conta. Quanto menos produção, menos cocaína para o tráfico. Se por lá a coca é tratada como commoditiy pois que reduza a produção sob pena de sanções comerciais da nossa parte. Para quem não sabe, a Bolivia não se sustenta um mês sem o papai Brasil comprando seu gás. Não dá é para ficarmos indiretamente mantendo a usina da morte que funciona ali no quintal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário