quinta-feira, 24 de março de 2011

Um partido pra chamar de meu.

Gilberto Kassab, o prefeito de São Paulo, para viabilizar o próprio projeto de se candidatar ao Governo em 2012 e, quem sabe, alçar vôo mais alto, resolveu que só mesmo criando um partido onde mande e desmande. Que partido? Não interessa. Uma sigla que possa ter tempo gratuito na TV e outras regalias proporciondas pela legislação bovina que temos por aqui. Pariram um PSD. O programa? É o de menos. Interessa que fale em desenvolvimento sustentável, cidadania e outros clichês. Oposição ou situação? Depende do que estiver em jogo. Dir-se-á que o mais importante é o bem do país. Pronto. Surge ai mais uma sigla, como se no Brasil estivesse faltando partidos políticos que acolhesse essa gente.

Pelo mesmo motivo, embora em situação levemente diversa, a ex-ministra Marina Silva parece ter desistido de peitar no PV a turma do Zequinha Sarney e cogita também fundar o Seu partido. Um no qual possa depositar os 20 milhões de votos que teve em 2010 e através do qual possa falar ao povo brasileiro da tragédia anunciada pelo IPCC. Provavelmente reunirá intelectuais antenados, jornalistas bem intecionados, ongueiros, ecologistas, jovens e empresários modernosos. Ainda não tem sigla, mas certamente publicitários já se dedicam à tarefa de encontrar o nomezinho que desperte nossos instintos mais solidários.

Imagino o desdobramento disso nas eleições de prefeito do próximo ano.

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