quarta-feira, 9 de setembro de 2009

“O Brasil está desaparecendo em meio às reservas ambientais”

O Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes bateu no fígado nesta terça-feira em audiência pública que debate a proposta do MDA de alterar os índices de produtividade dos imóveis rurais.

COMENTO

Quem sou eu para duvidar do Ministro Stephanes, não é mesmo? Mas uma coisa é certa. A proposta de redução dos índices de produtividade da agricultura tem um e apenas um motivo, que é aumentar a área desapropriável para fins de reforma agrária ou, se preferirem, a área passível de invasão pelo MST.

A lógica é elementar. Se a reforma agrária não anda porque há pouca terra improdutiva além das unidades de conservação de toda espécie, então que as produtivas passem a improdutivas e pronto. Como faz isso? Ora. É simples. Basta alterar os critérios de declaração da produtividade da área. As que eram produtivas deixam de sê-lo e estamos resolvidos.

Esta é mais uma das jaboticabas brasileiras. O proprietário rural, além de ter seu direito de propriedade relativizado por severas restrições ambientais, agora terá que tomar dinheiro emprestado no banco, comprar tratores e adubos, contratar pessoal etc., no ritmo e na intensidade determinados pelo pessoal do acampamento ao lado. Do contrário, já viu. Sua fazenda será tomada por invasores que comerão seu gado, derrubarão sua cerca e destruirão seu curral, sua plantação, seus equipamentos, seus galpões, sua vida, sua tradição e sua história.

A justificativa é que os atuais critérios estão caducos. É mesmo? E se os novos critérios forem adotados, a produtividade física proposta for alcançada e, mesmo assim, o proprietário não obtiver a lucratividade média? Quem vai pagar o financiamento? Como diria um conhecido corintiano, ai SIFU.

De acordo com o Ministro, enquanto o MST avança sobre as propriedades rurais pela frente, o MMA avança pelos flancos, baixando a caneta e criando unidades de conservação a torto e a direito, embora delas não cuide efetivamente como deveria. Alguém diria que ele está errado?

Um comentário:

  1. Matou a pau, sem comentários.

    T.F.A. do Otávio

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