sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Sobre as greves dos policiais.

O núcleo da bagunça é a expectativa criada em torno da PEC 300. Deputados irresponsáveis e oportunistas deitaram e rolaram entre os policiais prometendo votar e aprovar a medida. Sempre se soube que não seria possivel. Simplesmente não há grana nos governos estaduais para que todos tenham o tratamento que recebem os policiais no Distrito Federal. Lá, um capitão da polícia ganha mais que um General de Exército, um tenente ganha mais que um professor universitàrio com Doutorado e antes de aprender a ajeitar o quepe um soldado já ganha cerca de R$ 4.000,00 (quatro mil reais) mensais.

A saída esperta foi pendurar a conta excedente no Governo Federal que não aceita o fardo. E faz bem. Dá pra imaginar um soldado de policia ganhando 4 vezes o salário de um professor formado? Duas vezes o salário de uma enfermeira? O mesmo que um professor universitário? Não se trata do valor salarial em si. Em termos absolutos até pode ser pouco. Duro é quando comparamos, né? É claro que em uma situaçao dessas se criaria um movimento de reivindicações nas outras categorias que tornaria o pais inadministrável.

Na verdade os deputados que apoiavam a PEC 300 sempre souberam disso e enganaram os policiais apostando que o Governo Federal impediria a votação e arcaria com o ônus. Deram corda a um monstro. Estava funcionando. Só que o processo de organização não parou nas eleições de 2000 e hoje às vésperas de novas eleições os policiais reapresentam a conta com mais vigor. Aprenderam que um policial assusta a gente e muitos policiais assutam muito mais. Iniciaram as paralisações conforme o manual de seus partidos politicos e pretendem encostar os governos estaduais e o federal na parede. Os maiores prejudicados, nós mesmos e nosso patrimônio ficamos nas mãos dessa gente. É o Brasil!

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