quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Oposição no Acre. Uma nau sem rumo? Aguardemos.

O texto abaixo é o discurso/artigo do Deputado Marcio Bittar publicado pelo Altino Machado, de onde copiei. Não sei quem escreveu, já que a palavra escrita não é exatamente uma das habilidades do deputado, mas, se assinou, é dele e pronto. Como conheço um tiquinho o parlamentar, faço ao estilo Reinaldo Azevedo, um azul e vermelho com o texto. Eu em azul.

ACRE SEM DIVISÃO ENTRE BEM E MAL

O autor esqueceu que o título tem que ser uma representação imediata da idéia central do texto. Neste caso o texto não discute com profundidade o maniqueísmo que o título denuncia nem tampouco a harmonia que anuncia. Desconfio que o título foi dado por quem não escreveu.

 Após quase 16 anos de governo petista, o Acre abriu mão de suas potencialidades e aprofundou seus desequilíbrios sociais e econômicos. O povo acreano pode ousar mais e, neste momento, surge um cenário ideal para renovar esperanças e formular projetos, com parcerias políticas ousadas, voltadas para construir um novo modelo de políticas públicas que promova o crescimento econômico e o desenvolvimento de nossa gente, zelando nosso patrimônio ambiental e o transformando em fruto que traga verdadeiras melhorias ao nosso povo.

O autor deveria explicar de onde tirou que "...neste momento surge um cenário ideal para renovar esperanças e formular projetos, com parcerias ousadas....". (Negrito nosso). Tá falando de quê? Poliana andou visitando o tucano? A crise bate à porta, o governo reduziu a meta de crescimento, vem por ai uma redivisão do FPE e FPM que não se sabe no que vai dar, os paises centrais estão exportando gente, estamos cada vez mais nos desindustrializando, a carga tributária bate nos 38%, os juros são ainda estratosféricos (senão, a inflação volta) e o sujeito vem me falar de cenário ideal?


O Acre é detentor de uma história revolucionária, mas, lamentavelmente, a política do nosso Estado deixou de permitir um confronto franco de ideias e posturas acerca das nossas mazelas sociais.


Vivenciamos uma oligarquia que, para se perpetuar no poder, sustenta-se na imensa estrutura estatal e nas instituições privadas dependentes do governo. Este é o momento de nos reencontrar com nossa história, e entender que existe um único Acre, em que é possível e desejável a convivência dos contrários. Precisamos deixar para trás esse período de opinião única, em que divergências são tratadas como uma ofensa.

A superficialidade com que trata aquele que deveria ser o tema central do texto (ver o título) demonstra uma certa covardia. Por que não diz com todas as letras quais as instituições vassalas do governo petista? Não vale argumentar que "todo mundo sabe" etc.

Nós, da oposição, oferecemos um plano de governo que pretende fazer as correções necessárias, mantendo o que de bom está em andamento, mudando para melhor o que precisa mudar, mas, principalmente, permitindo que as diversas forças políticas possam conviver, sem medos ou ameaças. A marca do nosso governo deve ser a tolerância.

Onde está o "Plano de Governo"? Por enquanto o que está ai é um discurso frouxo, feito para não assustar os aliados do governo.  

Não podemos esquecer que a política tem como maior desafio, incluir pessoas. Contemplamos um Acre em que a inclusão ainda é um projeto não alcançado. Este, então, é nosso grande desafio: Oferecer uma alternativa política que inclua o acreano em um processo de desenvolvimento de longa duração, tendo como eixo central três pontos:


1 - Transformar o Governo do Estado em indutor do crescimento econômico - Portanto, no estabelecimento de políticas públicas devemos buscar, incessantemente, o profissionalismo, promovendo a pesquisa, a qualificação dos seus quadros técnicos e o financiamento para a garantia do desenvolvimento do Estado.

Quando em um texto se diz "portanto" dá-se sempre a impressão de que o que vem a seguir depende do que foi dito antes. Neste caso, nada tem a ver com nada. Não parece saber o que é "indução do crescimento econômico" e muito menos o que está ao alcance das políticas estaduais.

2 - Entender a democracia como instrumento do desenvolvimento - Também devemos colocar a democracia no centro do debate sobre desenvolvimento, e nesse modelo de gestão o reconhecimento da liberdade da imprensa é ponto central e inegociável. É fundamental, também, garantir que nenhum programa de Estado será interrompido, mas sempre aprimorado. Uma nova forma de administração deve garantir que ninguém mais será perseguido ou ameaçado por conta de sua opção eleitoral.

Como é que é? O Acre não cresce por falta de democracia? Que bobagem. Quer dizer que nenhum programa será interropmpido? E se não prestar? Estamos mal se um novo governo entra e diz que vai continuar tudo, inclusive o que não serve. Nem a situação diria tanto.


Não podemos aceitar a perseguição àqueles que pensam ou votam de forma diversa. Governaremos buscando a unidade do Acre e dos acreanos e não a divisão simplista entre bem e mal. Devemos governar para todos, reconhecendo que nossa história, nosso futuro e nossa sociedade não podem ser divididos entre torcidas partidárias. Prefeitos e governador não precisam ser do mesmo partido. A transigência e a ponderação serão nosso lema e governaremos sem ódios, rancores ou truculência.

Tro-ló-ló, como diria FHC.


3 - Incluir o Acre e os acreanos – Nosso projeto político contemplará, em primeiro lugar, a inclusão dos cidadãos. O modelo deve refletir o esforço do nosso Governo na busca de políticas públicas que consigam responder às necessidades, potencialidades e direitos da população historicamente desassistida.


Devemos buscar, também, o comprometimento de lideranças políticas nacionais com uma política de investimento e de crescimento econômico do Acre, de forma a garantir a elevação do nosso IDH, evitando a fuga da nossa maior riqueza, que é o capital humano.

O Acre não pode permanecer incorporado marginalmente ao processo de crescimento econômico brasileiro e o país deve parar de enxergar o acreano como um potencial inimigo da floresta.

A premissa é falsa.  O Acre NÃO é tido como inimigo da floresta. Pelo contrário. Tudo o que foi feito  e o que não foi feito no Acre nos últimos anos tem como pressuposto um vínculo efetivo entre governo e preservação. Obviamente, a conslusão é falsa. Nunca se investiu tanto no Acre.


Sinteticamente, a conquista do crescimento do Acre exige um estado eficiente, competente e democrático, que possa propor e implementar parcerias para resolver as principais carências da população com alternativas e soluções particulares para situações específicas, ou seja, o Acre deve experimentar um modelo de governança que privilegie a capacidade de planejar, formular e programar políticas e cumprir funções.

Sinteticamente, a síntese é uma bobajada tal que inclui um "ou seja" que não liga o antes com o depois, ou seja, um governo pode ter capacidade de "planejar, formular e programar políticas e cumprir funções" e não resolver carência a carência da população....


E é com esses pontos que nos comprometemos, buscando abrir janelas e portas para arejar o modelo político e reacender as esperanças do Acre.

Mais tro-ló-ló.


Márcio Bittar é deputado federal do Acre pelo PSDB

Finalizando. Se todo o acúmulo da oposição tucana no Acre se restringir ao que foi dito pelo deputado, sei não... Tá muito fraquinho. Parece que andou pra trás. Alôôôôôôô! Este discurso ai tá velho, é de 2002! Está na hora de dizer O QUE VAI FAZER. A julgar pelo texto, a cena que me vem à mente é a do cachorro que corre atrás do carro e quando o carro pára ele não sabe o que fazer com aquele monte de ferro.

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