domingo, 26 de fevereiro de 2012

O Acre não precisa de esmolas. Nem do governo federal nem de deputado demagogo.

Já passam de 120.000 os atingidos pelas enchentes no Acre. Pode parecer pouco para alguns mas isto representa mais de 15% da população do Estado. Uma enormidade. Em termos proporcionais é como se no Rio de Janeiro, onde costumam acontecer catástrofes do gênero, 2.500.000 de pessoas estivessem sofrendo com a invasão das águas. O que aconteceria com o Rio de Janeiro em uma situação dessas? Será que Sérgio Cabral se contentaria com a visitinha de ministros de segunda categoria e com as esmolas por eles deixadas?

Não consigo compreender que a dona Dilma não tenha saído do seu carnavalzinho para ir ao Acre (seria a primeira vez) ver pessoalmente a situação dos acreanos. Não dá pra entender que a Ministra da Casa Civil não tenha se manifestado pessoalmente e com a preocupação que os acreanos merecem. Não dá pra aceitar que tudo o que o governo federal tem para oferecer é uma merreca de cinco milhões de reais que não custa um dia dos cartões corporativos de seus membros. É uma vergonha.

Por estas e outras é que logo em seguida vejo embusteiros de marca maior dando uma de generosos e oferecendo parte do salário que recebe na Câmara dos Deputados. Quando faltam políticas e políticos sérios é hora de aproveitadores e demagogos. Deputado que abocanha a verba idenizatória com notas de serviços não realizados e a folha salarial do gabinete com funcionários fantasmas de repente fica bonzinho e quer dar uma ajudinha (deve ser pra ir pro céu, né amiga?).

O Acre não precisa de esmolas! Cinco milhões multiplicados por dez ainda seria pouco. As cidades não possuem recursos para reconstruirem-se, o Estado se sustenta com a corda no pescoço, a economia patina por falta de uma política nacional de desenvolvimento para a Amazônia, nos impedem todas as possibilidades de crescer e na angústia de uma enchente como esta aparecem com suas migalhas e seus discursos prontos. Cambada!



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