quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Tudo pelo poder

Uma das coisas mais curiosas da política é a faculdade que partidos e lideres possuem de sujar e lavar reputações como se fossem camisas enlameadas no futebolzinho do sábado. O negócio é tão sério que quando você vir/ouvir um político esculhambando outro, pode apostar: um dia ainda estarão juntos.

Os exemplos mais flagrantes dessa generosidade foram dados pelo Presidente Lula. Desde seus tempos de ABC não há hoje um político de expressão nacional que não tenha sido por ele esculhambado e hoje ser elogiado e abraçado. Maluf, ACM, Sarney, Collor, Brizola, Renan, Jáder Barbalho… a lista é imensa. Até finados como o Presidente Geisel passaram na lavanderia.

As desculpas são fáceis. De tão usadas podem até ser classificadas. Vejamos algumas que me ocorrem agora.

1. Históricas: “Tem seus problemas, mas fez muito pelo Brasil”, “Temos que ver as circunstâncias em que governou”. "Temos que virar esta página da história".

2. Pragmáticas: “Temos que fazer alianças para governar”, “Votos são bem vindos, venham de onde vierem”.

3. Generosas: “Eu não guardo rancor”.

4. Cristãs: “Atire a primeira pedra quem nunca errou”, “Pagou pelos seus erros”.

5. Democráticas: “Só o povo pode julgar”.

6. Programáticas: “Estamos fazendo uma aliança pelo desenvolvimento sustentável”, “O bem do povo está acima das questões pessoais”.

7. Digestivas: “Política não se faz com o fígado”. “Este assunto já foi digerido pelo partido”.

8. Judiciárias: “O caso foi julgado e nada foi provado”, “Ele foi absolvido de todas as acusações”. “O caso está no Tribunal, até lá não podemos julgar”.

Certamente um exercício mais longo poderia encontrar muitas outras classes de justificativas apresentadas ao eleitor para ao final manter o poder. Este, crédulo, costuma aceitar qualquer uma.

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