quinta-feira, 10 de maio de 2012

Um brevíssimo mergulho no lago frio da ciência.

O Prof Paul Ehrlich, autor do best seller "A Bomba Populacional" fez recentemente ao The Guardian novas declarações bombásticas. Segundo ele, a população mundial atualmente nos 7 bilhões é insustentável. Pelas suas contas, para vivermos dignamente teríamos que ser menos de 2 bilhões. Só não disse aonde deveria ocorrer a redução. Nem precisava. Paul Ehrlich é o mais renomado analista populacional e, obviamente, um queridinho dos carbofóbicos.

Um leitor me cobrou uma teoria a respeito. Pois bem, serei sintético. A questão central é o neomalthusianismo escancarado por Ehrlich e não o "aquecimento global" propagado pelo IPCC. A teoria AGA funciona como aquele coelhinho das corridas de galgos tradicionais na Grã Bretanha, em que os cães correm atrás do coelho falso e inalcançável.

Enquanto a população corre atrás do “coelhinho ecológico” a economia política utiliza seus mecanismos para reduzir a taxa de progresso dos países mais pobres (onde nascem mais pessoas) e diminuir a pressão sobre as fontes básicas de energia. Os "aquecimentistas" lúcidos sabem o que estão fazendo. Eles não querem menos carbono (sabem que não provocam aquecimento global)", querem é menos gente no planeta para dividir os recursos existentes. Mais gente consumindo significa ameaça ao "modo de vida digno" dos europeus e americanos que dominam a academia e financiam toda sorte de ONG's ambientalistas. No extremo, caras como Bill Gates defendem a aplicação em massa de vacinas esterilizantes e militantes esquerdopatas defendem abertamente o aborto como política de estado. Os aquecimentistas dementes simplesmente vão na onda do militantismo verde defendendo causas que não compreendem.

Do outro lado, escritores como Matt Ridley, autor de "O Otimista Racional" afirma que "Se continuarmos a disseminar novas variedades e práticas agrícolas – além das práticas nascentes de tornar mais produtos resistentes a insetos, com organismos geneticamente modificados, uma irrigação que desperdiça menos água ao usar técnicas de gotejamento e fertilização mais barata com plantações eficientes no uso de nitrogênio – então, em 2050, nós poderemos facilmente dobrar a produtividade por hectare das plantações, o que temos conseguido fazer desde 1960. Isso significa que em 2050, nós conseguiremos alimentar mais pessoas – 9,3 bilhões em vez de 6,7 bilhões– usando uma área muito menor do que usamos hoje. Nós basicamente pegaremos grandes pedaços de terra e os devolveremos às florestas tropicais, áreas alagadiças, prados e semidesertos. Nós podemos expandir e conectar parques nacionais às reservas naturais, restabelecer habitats e reintegrar ecossistemas. Lembre-se: nós tivemos que lidar com uma população mundial que quadruplicou no século 20; neste século, a população crescerá apenas 1,5 vez. Se fizermos as coisas direito, este será um século de imensa restauração ecológica."

Voce escolhe se vai com a manada tonta ou com as mentes esclarecidas.





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