quarta-feira, 18 de abril de 2012

Mensaleiro visitando Ministros do STF? Hummmmmmmmmmmm

Colado do Reinaldo Azevedo.

Por Carolina Brígido e Roberto Maltchick, no Globo:

Réu no processo do mensalão, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) bateu pessoalmente à porta do Supremo Tribunal Federal (STF). Pediu audiência a cinco ministros. Por enquanto, foi recebido por Dias Toffoli em seu gabinete na semana passada. O ministro confirmou o encontro, mas alegou que o parlamentar o procurou na condição de integrante da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Teria ido apenas para entregar o relatório final da comissão de juristas que estuda mudanças no Código Penal. Porém, João Paulo não relata a comissão, nem recebeu missão para representá-la no STF.

Quando vi a noticia não pude deixar de pensar no caso em que fui vítima de tentativa de assassinato há15 anos, no Acre. No tribunal do Juri os réus foram condenados. Um deles recorreu ao Tribunal de Justiça e o processo seguiu para o STJ onde ainda não foi julgado. O vagabundo anda solto por ai fazendo traquinagens.  Me confessou depois um dos jurados, que o pai de um dos réus andou visitando quem pôde dos membros do júri antes do julgamento, pressionando com ameaças ou com argumentos fora dos autos, já que estes eram comprometedores. Este jurado que me contou não participou do julgamento, mas poderia e, assim, julgaria sob pressão indevida. Voltemos ao João Paulo Cunha. É o que parece estar acontecendo com os Ministros do STF aos quais o JPC pediu audiência recentemente. A simples audiência, mesmo que não trate do mensalão será obvia pressão do acusado sobre os julgadores. Simplesmente inadmissível. Quem o receber deveria estar impedido.

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