terça-feira, 3 de abril de 2012

Demóstenes vai embora do DEM sem fazer um seppuku

O senador Demóstenes, do Goiás, entregou pedido de desfiliação ao DEM. É o mínimo que poderia fazer. Deveria ter renunciado ao cargo de onde será apeado mais cedo ou mais tarde. Vai empurrando o drama até onde der na presunção de que a firula legal vencerá a desmoralização pública. Segue assim o caminho dos mensaleiros e outros da espécie que conseguem no Brasil (só poderia ser no Brasil) andar de nariz empinado enquanto seus advogados pagos a peso de ouro utilizam-se de artimanhas e conluios extrajudiciais para livrarem-nos da condenação.

Os quarenta que segundo o Procurador-Geral da República formavam uma quadrilha estão todos por ai, leves e soltos. É nisto que aposta o Demóstenes. Se o Zé é o cara, se o outro Zé é quase Ministro e os outros mantém e até aumentaram suas influências no governo, porque raios o Demóstenes faria um seppuku? Nada disso. Vai tocar a vida na esperança de que será esquecido. E será.

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