quinta-feira, 19 de abril de 2012

Entre tiranos honestos e democratas corruptos?

Quando observo tanta iniquidade e tanta corrupção, quando leio que ex-presidentes, ex-ministros, ex-governadores, ex-secretários, ex-qualquer coisa de uma hora pra outra aparecem milionários através de consultorias que na verdade são disfarces para tráfico de influência, não posso deixar de lembrar que:

Quando Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas.

Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana.

Garrastazu Médici dispunha, como herança de família, uma fazenda de gado em Bagé, mas quando adoeceu precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão.

Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio.

João Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva deixou um apartamento em São Conrado que os filhos colocaram à venda,  em estado de lamentável conservação.

O que fariam os governantes de hoje se tivessem o poder que tinham os generais? Democracia rima com corrupção?

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