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Serra na CNA - nadando de braçada.

A Dilma não foi porque só vai a debate que possa responder lendo no teleprompter. A Marina não foi porque só iria ao debate se soubesse antes as perguntas que iria responder. Serra foi assim mesmo e se deu bem. Bastante à vontade, sem discurso lido e durante o tempo que quis (tinha todo o tempo para si), José Serra expôs e respondeu perguntas do setor ao mesmo tempo mais competente e mais odiado da economia brasileira. Demonstrou, no mínimo, que vem fazendo um grande esforço para se inteirar dos problemas da agropecuária. Falou como economista que sabe a importância relativa e estratégica da agropecuária para o Brasil. Sem precisar usar boné. De passagem, não se esquivou de enquadrar o MST. "O MST é um movimento que se diz de reforma agrária quando, na verdade, usa a idéia da reforma agrária para uma mudança de natureza revolucionaria socialista no Brasil". Talvez tenha sido isto que espantou as concorrentes.

Um certo Indio da Costa.

Sobre o companheiro de chapa de José Serra, considerando o que foi noticiado a respeito, tanto pode ser uma grande tacada como uma grande merda (Lula falou, também posso). Explico. O fato de ser desconhecido não é exatamente relevante. Isto a campanha vai dar conta. A questão é como este cidadão será conhecido, com que atributos será apresentado à população, que papel desempenhará na campanha. Tarefa para o marketing. O certo é que trata-se de uma novidade e, só por isso, já gerou impacto importante. De ontem para hoje se falou mais em Índio da Costa do que em qualquer outro assunto da pauta política. E isto é bom para a campanha. A apresentação do Michel Temer, por exemplo, passou praticamente despercebida. Além disso, não é nenhum poste. No primeiro mandato como deputado federal já se colocou acima do baixo clero relatando o projeto ficha limpa, um dos projetos mais importantes dos últimos anos. E relatou bem. Dizem que é metido a galã. Se isto fosse defeito pior para o Temer ...

Raça é como assombração. Isto non essiste.

"Ante o exposto opino para que a consulta seja devolvida ao CESPE com informação de que não há critério científico que permita defesa jurídica racional em prol do sistema de cotas raciais instituido pela UnB. Por oportuno, para que seja encaminhada proposta ao Gabinete do Reitor para que submeta o presente parecer aos órgãos colegiados da UnB, a fim de definir qual deverá o critério científico a ser estabelecido para uma adequada ação afirmativa, em substituição ao estabelecido até o presente momento".  Este é um trecho do parecer do procurador federal Sidio Rosa de Mesquita Júnior respondendo à consulta formulada pela Fundação Universidade de Brasília, que tentava jogar no colo do MP a responsabilidade pelos critérios de escolha.  Ver matéria no link ai do lado. Em síntese, o procurador mandou que a própria UNB estabeleça critérios para que se diga cientificamente quem é negro e quem é branco. Missão impossivel. Como diria o padre Quevedo falando em assombração, "ist...

Eleitor: Fique em pé!

Estava conversando com um deputado acreano outro dia quando ele saiu-se com esta. "Vou fazer uma campanha fique em pé!" Que raios será isso, pensei. Segundo ele, em suas andanças em busca de apoio a frase que mais tem escutado é “vamos sentar...”. Chega um vereador lá do interior e vai logo dizendo, vim aqui pra gente “sentar...” Liga para um velho amigo e correligionário e, no outro lado da linha, a voz “vamos sentar...” Vai na reunião no bairro e o presidente da associação “vamos sentar...” O “sentar” não é outra coisa senão pedido de dinheiro. Os caras todos querem sentar para dizer pacientemente quanto está valendo seu voto, o de sua família, os dos amigos do bairro e assim por diante. O candidato garante que com ele é na base do “fique em pé”. Ao invés de fazer a oferta monetária sugerida pelo interlocutor, ele adianta que não senta. Fique em pé e vote certo! Lembrei disso hoje quando vi a noticia de que o Presidente do Partido Social Cristão – PSC, que em seus ...

Quem mandou ser filho da branquela?

O sujeito nasceu de familia pobre, cursou a esola pública em todos os anos de estudo, fez vestibular na UNB, trabalhou e estudou para se manter na universidade, formou-se em Sociologia, fez mestrado, está fazendo doutorado e adoraria complementar sua formação com uma experiência no exterior. Seria o máximo. Pois agorinha mesmo o governo federal colocou à disposição de estudantes com o seu curriculum 3 vagas para estágio de três meses na Delegação Permanente do Brasil em Genebra, Suíça, onde poderá acompanhar as atividades do Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU). (Ver aqui  ). Quando soube, o cara quase morreu de alegria. Em seguida veio a decepção. Ele não pode. Sabe por quê? Porque não é negro. As vagas são para pretos e pardos. O sujeito até lembrou de mostrar a foto de seu avô que era pretinho, mas não adianta. Quem mandou o pai dele casar com uma branquela? Coisas deste tipo é o que acontece quando militantes vagabundos se...

Da série Pergunte ao Candidato - 4

Um dos piores usos que se faz da politica e do poder a ela inerente é o nepotismo . O sujeito se elege pensando que foi votado para resolver os problemas de grana da própria família. A primeira porta que se abre é a nomeação de parentes para os cargos públicos, na maioria dos casos gente sem formação adequada ao cargo e que entra com o único compromisso de se locupletar e favorecer aquele que o indicou. Em muitos outros casos ocorrem nomeações indiretas. São aquelas triangulares combinadas com colegas igualmente nepotistas, tipo "voce nomeia o meu que eu nomeio o seu", mascarando o nepotismo mas, do mesmo modo, atentando contra o interesse público. Este caso se encontra aos montes também entre poderes diferentes. Gente do Judicário nomeia parentes de gente do Executivo ou do Legislativo e vice-versa. Fazem a festa à custa do erário público. Portanto, antes de votar verifique se o candidato é daqueles que pensam "primeiro os meus" . Se for, manda ele procurar outro...

Quero ver os programas de governo. De preferência, na internet.

Tenho defendido sempre que a candidatura ao governo deve ser sustentada por um programa de governo. É o QUÊ da eleição. Para votar pra governador não basta saber em quem, é preciso saber no QUÊ. Com os candidatos conhecidos (Tião Viana e Tião Bocalom), é necessário agora que também sejam conhecidos seus programas de governo para o Acre. O Tião Viana pretende suceder Binho que por sua vez sucedeu Jorge Viana, irmão do Tião e pertencente ao mesmo partido e mesma coligação. Poderia apenas dizer que seu programa é o que está sendo implementado há doze anos, que vai dar continuidade e estamos conversados. Mas tem que dizer. Se, por acaso, pretende inovar, reciclar, remodelar a florestania, a campanha eleitoral é a melhor oportunidade para que isto seja bem explicado. Se pretende romper com tudo que está ai, idem. O Tião Bocalom pretende ser governador com um discurso que vai contra a "florestania", o projeto que vem sendo implantado nos últimos doze anos. Faz isso com base em um...