Políticas racialistas ameaçam a nossa paz
Sou um homem de muita sorte. Deus me vê e me cuida. Em muitas oportunidades senti Sua mão em minha vida. A principal delas foi quando no dia 14 de dezembro de 1996. Pelas sete horas da noite, o telefone tocou, atendi e nada ouvi. Cinco minutos depois a campainha da minha casa tocou. Fui atender, ninguém estava lá. Ao fechar o portão olhei para o chão e a vi. Um bebê recém-nascido em uma caixa de papelão, alguns panos, um pequeno bilhete com algumas informações e uma luz que inundou nossas vidas – minha e de minha esposa. Ela havia nascido 20 horas antes. Hoje é uma adolescente típica de classe média. Sabe de toda a história desde os quatro anos de idade, quando perguntou à mãe se havia saído de sua barriga. A verdade antes de tudo. Sou branco. Ruivo, para ser mais objetivo. Meu pai e meus tios eram ruivos. Tenho um irmão ruivo. Herança deixada pelos holandeses no nordeste. Minha esposa é branca, sua mãe, porém, mestiça. A filha que Deus me pôs à porta é mestiça. Seguramente seria ...