Postagens

Mostrando postagens com o rótulo extrativismo

Bolsa Verde: Como tem que ser.

Hoje a dona Dilma lançou o programa Bolsa Verde que vai distribuir mais uma grana entre aqueles que preservarem a floresta. Sabe qual é a melhor parte do programa? É que reconhece sem frescuras que o negócio é dar dinheiro para quem lá viver. Não precisa fazer nada. Basta ficar cochilando na rede e no final do mês recebe uma grana. Ao invés de tentar nos enrolar com promessas de atividades rentáveis baseadas no extrativismo de sementes, coquinhos e raízes, o programa apenas declara: Fique lá sossegado e aguarde a grana que ela vem. A sociedade quer pagar um tantinho assim pra vocês preservarem a floresta. Ponto final. Sei. Alguém vai dizer que a grana vai pagar serviços ambientais, tipo sequestro de CO², preservação da biodiversidade... Tudo bem. Vamos fazer de conta que é isso mesmo.

Tirem o fardo da pobreza do lombo dos prefeitos.

Leio no AC 24 horas, matéria do jornalista Jairo Carioca dando conta do mapa da pobreza no Acre, onde fica evidente a má colocação do Estado e dos Municípios em seus respectivos rankings. São dados oficiais extraídos de pesquisas do IBGE. Não cabe discussão. Deveriam mesmo estar pendurados junto aos diplomas dos técnicos que durante anos sustentaram e, pasmem, ainda sustentam a base extrativista como motor da economia acreana. O jornalista está errado, entretanto, ao "linkar" os dados com as prefeituras. Nada a ver. Nenhuma prefeitura em nenhum lugar é responsável pela economia local. Pode no máximo dar uma ajudazinha se obtiver recursos para execução de obras de infra-estrutura. Seu papel é outro. Prefeito é pouco mais que síndico. Seu dever é cuidar bem da cidade, da urbanização, dos prédios públicos, da iluminação, da limpeza das ruas, da coleta de lixo, do trânsito, do fornecimento de água, da educação e da saúde nos termos e limites da Lei... enfim, basicamente das coi...

Subsídio com nome e sobrenome - bolsa verde.

Desde que se começou a cogitar o impulso às atividades extrativistas ditas sustentáveis na Amazônia, como se elas fossem economicamente viáveis e fossem salvar as populações tradicionais da miséria e gerar uma economia significativa, venho contestando colegas economistas, agrônomos e mesmo políticos da região, especialmente do Acre, onde se implementou um projeto denominado florestania com essa formulação. Já que os seus planejadores foram renitentes, foi preciso o tempo me dar razão. Perderam. O governo federal criou recentemente o Bolsa Verde. Trata-se de injetar mais 100 reais por mês por família residente em Unidades de Conservação e em Projetos de Assentamento Extrativista. Mais uma política de contenção de agravos ao meio ambiente e de sustentação à subsistência das famílias. Esse é o centro da política social do governo. No caso, a bolsa verde que somada à bolsa família e outros programas tentarão manter as populações locais. Vai dar certo? Não se pode garantir. Sei, porém, qu...

O extrativismo segundo Homma

Imagem
Leio no Ac 24 horas uma matéria que evidencia alguns pontos de vista do pesquisador paraense Alfredo Kingo Oyama Homma. Ver em http://www.ac24horas.com/index.php?option=com_content&task=view&id=5014&Itemid=81 COMENTO Alfredo Homma é no meu entendimento o mais competente economista rural da Amazônia. Qualquer projeto para a região deveria consultar seus estudos e conclusões. Isto não acontece porque ele não navega nas ondas politicamente corretas que querem fazer do extrativismo uma economia efetivamente viável. Jamais será. Todos os dirigentes e políticos que agem e falam sobre a região Amazônia deveriam conehcer a sua tese de doutorado “A Extração de Recursos Naturais Renováveis: o Caso do Extrativismo Vegetal na Amazônia”. Ali estão assentadas as bases para a gestão dos recursos naturais e também a melhor refutação da tese (sic) do neoextrativismo. Lembro que na época em que pertenci à equipe de elaboração do PAS - Plano Amazônia Sustentável tentei convencer o grupo a con...