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A Internacionalização da Amazônia

Um texto necessário para os que ainda tem dúvidas sobre os "bons interesses" de ONG's e ongueiros de fora e de dentro na Amazônia. Infelizmente, a troco de fama, fortuna e prestigio gente de cá se prostra e milita contra os interesses nacionais. De um general em 2003 sobre a internacionalização da Amazônia

Dia da Amazônia

Quantas homenagens à Amazônia teremos hoje? Não faço a mínima idéia. Sei que serão muitas. Os românticos dedicarão loas à grande floresta, os ambientalistas se ajoelharão em frente a uma samaúma, os pecuaristas tirarão fotos de seus nelores, os madeireiros derrubarão uma cerejeira... E o povo? Ahhh o povo. Este manterá inalterado seu ritmo de vida, suas preocupações como o desemprego, com o alto custo de vida, com um sistema de saúde doente, com uma educação precária, com o tráfico de drogas batendo à porta em busca de seus filhos, com a prostituição que rapta suas filhas. Viva a Amazônia!!!

A ética da fome versus a ética ambiental

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Um excelente artigo do Professor José Jesus de Souza Lemos, publicado neste sábado, no jornal “O Imparcial” de São Luis – MA, alerta para a escassez de alimentos no mundo. COMENTO Lemos propõe que regiões potencialmente produtoras aproveitem esta oportunidade para incorporarem ao processo produtivo áreas disponíveis em grande escala. Cita como exemplo o Maranhão, onde segundo ele, um Zoneamento Agroecológico poderia definir a expansão agrícola. Concordo plenamente. Se existem hoje no mundo pelo menos 1 bihão de pessoas famintas como afirma a ONU, é dever da comunidade internacional estimular a produção e distribuição do alimento correspondente. Alimentar as gerações atuais tem o mesmo conteúdo ético que o chamado desenvolvimento sustentável. Ou não? A Amazônia é um caso emblemático desta questão ética. Os defensores de sua intocabilidade apontam como argumento basilar o compromisso transgeracional que devemos assumir. Em síntese, precisamos garantir que as gerações futuras d...

O III Simpósio Amazonia - cadê os parlamentares?

Participei ontem do III Simpósio Amazônia: desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas. O evento, promovido pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional juntamente com a Comissão do Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, pretendeu debater as questões da sustentabilidade vis a vis a perspectiva de aquecimento global. COMENTO Como diriam no caderno B, um fracasso de crítica e de público. Da presidência da República, ninguém. Dos trinta e tantos ministros, apenas o da Pesca para proferir uma palestra de 20 minutos e se mandar em seguida sem esperar as perguntas. Da própria Câmara dos Deputados nem o Michel Temer apareceu - mandou Marcos Maia, um dos vices. Do Senado, ninguém. De governadores da região, apenas o Ivo Casol, de Rondônia. Das Comissões que promoveram o debate, meia dúzia de deputados. Do alto clero da Cãmara – líderes de partidos etc., ninguém. Ao final, o Presidente da Comissão da Amazônia, Deputado Silas Câmara encerrou o evento melanco...

Minc acerta uma. Na trave.

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Leio que o Ministro Minc emitiu normatização permitindo, entre outras, a inclusão das APP’s no cômputo da àrea de reserva legal. Ver em http://www.amazonia.org.br/arquivos/320565.pdf COMENTO Trocando em miúdos a nova regulamentação vai no sentido de auxiliar a regularização fundiária prevista no escopo da MP 458. Para isto até cria o Programa de Apoio à Regularização Ambiental da Agricultura Familiar. Nem tudo está perdido. Antes o sujeito que possuía, por parcelamento, herança etc., uma área situada, por exemplo, 20% em área de preservação permanente, teria como área agricultável exatamente NADA, pois descontados os 80% de reserva legal, 100% de sua área restaria intocável e ele teria que se mandar, a não ser que se dedicasse a catar coquinho na mata. Agora o Ministro Minc acerta ao reconhecer, pelo menos em relação aos pequenos (até 4 módulos rurais), que somar APP e Reserva Legal é um excesso restritivo. Entretanto, como a tese não se aplica a todos, sobram alguns problemas a resol...

O extrativismo segundo Homma

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Leio no Ac 24 horas uma matéria que evidencia alguns pontos de vista do pesquisador paraense Alfredo Kingo Oyama Homma. Ver em http://www.ac24horas.com/index.php?option=com_content&task=view&id=5014&Itemid=81 COMENTO Alfredo Homma é no meu entendimento o mais competente economista rural da Amazônia. Qualquer projeto para a região deveria consultar seus estudos e conclusões. Isto não acontece porque ele não navega nas ondas politicamente corretas que querem fazer do extrativismo uma economia efetivamente viável. Jamais será. Todos os dirigentes e políticos que agem e falam sobre a região Amazônia deveriam conehcer a sua tese de doutorado “A Extração de Recursos Naturais Renováveis: o Caso do Extrativismo Vegetal na Amazônia”. Ali estão assentadas as bases para a gestão dos recursos naturais e também a melhor refutação da tese (sic) do neoextrativismo. Lembro que na época em que pertenci à equipe de elaboração do PAS - Plano Amazônia Sustentável tentei convencer o grupo a con...

No Acre, justiça dá uma canetada fora do quadrado

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Leio no Blog da Amazônia ( http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/xx ) que a Justiça Federal DECIDIU pelo fogo zero a partir de 2012. Como o inteiro teor da Decisão não está disponível em nenhum meio eletrônico, ficamos restritos ao que foi publicado no Blog e na página do MPF Acre ( http://www.prac.mpf.gov.br/news/mpf-ac-justica-decide-acabar-com-autorizacao-do-uso-do-fogo-no-acre ). COMENTO Publiquei anteriormente, no Jornal “Página 20”, um artigo a respeito desta matéria ( http://www.pagina20.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5715&Itemid=35 ). Como a decisão é favorável à Ação Civil Pública impetrada, retomo. Não há porque duvidar da seriedade, das boas intenções e da razão jurídica do Juiz David Wilson de Abreu Pardo em sua decisão. Mas, creio, lhe faltou razão técnica (econômica e agronômica) para que concedesse liminar nos termos da Ação impetrada pelo MPF-AC e pelo MPE-AC. A decisão se assenta em um pressuposto falso. O de que a mudança tecnológica o...

Entre a farra do boi e a farra das ONG's

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Um debate tenso ocorreu hoje na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados. A audiência pública, anteriormente pautada para discutir a certificação agrícola, centrou-se mesmo foi no relatório do Greenpeace “Farra do boi na Amazônia” lançado no início de Junho. Com a presença de representantes do MMA, Greenpeace, Ministério Público Federal e Associações de Frigoríficos e de Supermercados, vários deputados lançaram acusações sobre as organizações ambientalistas e constataram a correia de transmissão entre ONG’s e Ministério Público, que imediatamente após a divulgação do relatório se manifestou vinculando os frigoríficos e supermercados aos crimes ambientais praticados por criadores de gado na Amazônia. *Ver o relatório na página do Greenpeace na internet. COMENTO Fora o antigo debate em torno dos reais interesses das ONG’s atuantes na Amazônia, teríamos que examinar objetivamente o relatório, as suas fontes, seus dados e conclusões. Além disso, sabe...