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Dona Dilma, voce não é o Lula.

Está em todos os jornais e blogs que o ministro moribundo Alfredo Nascimento também tem o seu "ronaldinho" dos negócios. Nos dias atuais, quem não tem, né? O menino, aos 27 anos, já é dono de uma empresa cujo capital social ultrapassa 50 milhões de reais. Nem com consultoria do Palocci uma empresa normal descobriria fórmula tão rápida de enriquecimento. Novos velhos tempos em que a manutenção da base de apoio depende de concessões à roubalheira. Neste caso o que surpreende é que a dona Dilma tem capital sobrando no Congresso. Não precisa passar a mão no focinho dos ratos do PR. Poderia, além de se livrar do Ministro e seus asseclas, superar o trauma do caso Palocci e mandar de vez uma mensagem para os partidos, o governo e a população de que não tolera a corrupção. Não entendo porque não o fez. Esse ministro já era, não tem mais moral nenhuma, não pode representar o estado, não pode fazer acordos. A impressão que fica é de que a dona Dilma coonesta o mau caratismo, o que si...

Depois de morto Itamar causa constrangimento. Que ironia!

Vi no noticiário a dona Dilma em BH fazendo homenagem ao ex-presidente Itamar Franco. Demorou pouco e saiu sem dizer palavra. Na hora pensei "O que será que passou na mente daquela mulher, ao ver ali inerte o corpo do único Presidente da República brasileiro que jamais coonestou auxiliares corruptos, sendo que ela própria acabara de passar a mão na cabeça do ministro Alfredo Nascimento que, sabem até as cafezeiras do PR, representa por seu partido o que há de mais odioso na política brasileira?" A visita relâmpago ao velório denuncia que não estava nem um pouquinho à vontade. Pudera.

Demissão e faxina geral no Ministério dos Transportes. É isso ou a farra continua.

O PR, em Brasilia todos sabem, não é exatamente um partido político. Seu crescimento a partir do governo Lula se deu porque o PT empurrava para lá toda sorte de gente que por notória falta de escrúpulos não servia ao partido do Presidente mas servia na contagem dos votos da base aliada. Há boatos de que deputado recebeu grana viva para mudar pra lá. Imagine-se o que faziam nos órgãos públicos que dirigiam. Lá esteve, lembremo-nos, o vice-Presidente José Alencar que na ante-sala das negociações endossou, segundo Roberto Jefferson, a transferência de grana para a sigla fazer a campanha eleitoral. O caso está na apuração do mensalão. Desde o Lula, espertamente, o PR abocanhou o Ministério dos Transportes onde se pavimentam carreiras políticas e contas particulares. Fazer estrada sempre foi uma "mina" como dizem os garimpeiros de grana pública. Alfredo Nascimento, que não nasceu ontem, aceitou como suplente um insignificante servidor do INCRA, sem votos, sem expressão, mas am...

Mais um que "não sabia". Itamar vai mesmo deixar saudades.

Parece ironia do destino. No dia em que morre Itamar Franco, o presidente que primeiro atirava e depois perguntava (demitiu o Ministro e só o nomeou depois de inocentado pelas investigações), a dona Dilma afastou o meio campo da Ministério dos Transportes enrolado na proprinagem crônica do setor, mas manteve o Ministro Alfredo Nascimento que, aliás, só está lá para que o suplente, amigo do Lula, se mantenha senador. Alfredo Nascimento que não é leso, como diria o Ronivon Santiago, não pensou duas vezes e já começou o mantra "eu não sabia, eu não sabia, eu não sabia...". Quem é que pode dizer que ele sabia? Nem a própria Dilma, pois a Erenice aprontava na sala ao lado e ela também não sabia. Há poucos dias foi o Governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, que disse que "não sabia" que andar pra cima e pra baixo em jatinhos de empresários contratados pelo seu governo era contra a ética. Chego à conclusão de que ou o Brasil acaba com o "eu não sabia" ou o ...